quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Let's Brew
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Janeiro é o mês ideal para festejar um
acontecimento como esse. Janeiro é bom porque tem férias, bom porque tem verão...
Ahhhh o verão! E para brindar um período especial como este nada melhor que a
boa e velha CERVEJA. Mas não qualquer cerveja, aguada, sem aroma e de pouco
sabor, que bebemos estupidamente gelada para inibir seus aromas e seu paladar.
Isso mesmo, a cerveja servida a menos 0graus inibi os sensores da nossa língua.
Deixamos de perceber os sabores e aromas e sentimos apenas a refrescância e o teor
alcoólico.
Estou falando das cervejas especiais,
cervejas gourmet ou artesanais.
A participação dessas cervejas no mercado
brasileiro tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. O cenário
econômico e a melhora da renda familiar são os principais pontos para esse
crescimento. Então, vamos conhecer um pouco sobre como é feita uma cerveja.
Para se fazer uma cerveja são necessários
quatro ingredientes básicos: Água, Malte, Lúpulo e Levedura.
A Água
constitui cerca de 95% do produto. Antigamente, o conteúdo mineral da água de
uma determinada região influenciava muito no resultado final. Hoje em dia, as águas
são “melhoradas” quimicamente, padronizando a água que será utilizada na
produção de cervejas.
O Malte
nada mais é que um cereal (cevada, trigo, aveia, centeio, sorgo etc.) umedecido
e oxigenado para simular as condições de plantio e germinação. Com isso, são
liberadas enzimas que, no processo de produção da cerveja, serão os principais
agentes na transformação de amido em açúcar. A cevada é a mais utilizada na
produção, por possuir a melhor relação amido/proteína.
O Lúpulo
é um conservante natural, mas que proporciona amargor, aroma e sabores
característicos de cada cerveja.
Por fim, a Levedura, basicamente um fungo que tem o trabalho de transformar o
açúcar dos cereais em álcool e gás carbônico.
A partir disso, é possível fazer cerveja. O
que difere uma cerveja gourmet de uma
industrializada em grande escala é a qualidade da matéria prima. Dizem os
mestres cervejeiros que o trabalho para produzir milhões de litros em uma
cervejaria é o mesmo para produzir alguns poucos litros em casa. E com a alta taxa
de imposto que pagamos pela nossa “loira” mais e mais pessoas têm iniciado sua
produção caseira.
A foto acima mostra alguns ingredientes
básicos para essa produção, foi tirada num curso de produção artesanal que
participei em Ribeirão Preto, aprendi um pouco para começar a fazer a minha
própria cerveja. Mais algumas pesquisas e investimentos e, já já, convido vocês
para degustarem minhas experiências cervejeiras.
Brew, em inglês,
significa “fazer cerveja”, ou seja, Let’s
Brew!
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Receita da vida!
Pois é José, pra 2013 só falta
um gole!
Acho
difícil escrever sobre uma data tão tradicional e importante como essa. Até
porque o que não falta são frases e textos que de tão bons, podem e devem ser
repetidos a cada termino de ano.
Exemplo
disso é um texto de Carlos Drummond de Andrade que gosto muito, e acredito que
muitos de vocês também já leram. O titulo do texto: Receita de ano novo; E o texto...
procurem no google amiguinhos!
Gosto
muito das festas de fim de ano, época de reunir toda família, reencontrar
amigos da antiga e o principal... beber e comer sem dó. Afinal de contas o que
engorda não é o que se ingere entre o Natal e o Ano novo e sim o contrario.
O
natal brasileiro é um tanto americanizado com o famoso e indispensável “Peru de
Natal”. E o nosso ano novo tem um pezinho na Itália. Como no Natal fica difícil
desbancar o peru – sem duplo sentido, por favor – e também por preferir comida
italiana, a sugestão de fim de ano é uma receita muito tradicional na ceia de
ano novo – Zampone com Lentilhas.
Zampone
nada mais é que um tipo de embutido feito com canela de porco desossada e
recheada com carne do mesmo. Humm deu agua na boca!
Pé
de porco e lentilha, uma receita de sorte e muito saborosa. Harmonize com
champagne ou um espumante bacana. Ou então crie sua receita de ano novo, sua
receita da sorte!
Uma
coisa é certa, os anos são uma referencia de tempo. Quem muda somos nós.
Copiei
um dialogo de um filme e gostaria de compartilhar:
- “Devia haver um livro de culinária para a vida... com receitas que nos dissessem exatamente o que fazer... eu sei você dirá: como podemos aprender sem errar...?
- Não. Na verdade,
eu não ia dizer isso. Eu ia dizer que cada um é que sabe de si... As receitas
que criamos é que são as melhores.” (filme, Sem reservas).
Boas
festas e boas receitas.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Gnocchi, o nhoque perfeito!
É
interessante como nós brasileiros transformamos palavras ou termos estrangeiros
- Abrasileiramos tudo. A pronuncia na maioria das vezes é correta, mas a
escrita não é a mesma coisa.
Algumas palavras estão com a gente desde
sempre, como por exemplo: Coquetel - Cocktail,
Bife – Beef, Maiô - Maillot, Sutiã - Soutien, Uisque – Whisky, Abajur- Abat-jour, Estoque – Stock, e outras mais modernas como:
Imeio – E-mail e Saiti – Site, rsss.
O mesmo
acontece com o Gnocchi. Em italiano “gn” tem som de “nh” e “ch” te som de “k”
ou nesse caso "q". O gnocchi no Brasil ganhou nova escrita e também
novos sabores, como nhoque de mandioca, batata doce, abobora, etc.
Contanto
que seja saboroso, macio e como diz o outro “que dê sustança”, pode chamar como
quiser!
Em Roma,
o nhoque representa o prato tradicional das quintas feira. Como diz o dito
romano “Giovedi Gnocchi” – quinta
feira nhoque.
Gnocchi
da fortuna – Reza a lenda que num
certo dia 29 de dezembro, São Pantaleão, vestido como um andarilho perambulava sem
rumo por um vilarejo na Itália. Com muita fome, bateu em uma casa e pediu um
pouco de comida. A família que, apesar de pobre e numerosa, não se importou em
dividir o alimento com o homem. Recebendo cada um sete pedacinhos de gnocchi.
Após a refeição, São Pantaleão agradeceu e foi embora. Ao retirar os pratos da
mesa a família notou que havia moedas de ouro debaixo de cada prato. Desde então todo dia 29 de cada mês os adeptos
de São Pantaleão seguem o ritual que consiste em colocar dinheiro embaixo do
prato e comer sete pedacinhos de nhoque em pé, depois terminam a refeição
normalmente.
O fato é que o gnocchi
saboroso e que derrete na boca apreciado pelos italianos é muito
simples de se fazer.
A receita
consiste em batata (impreterivelmente do tipo Asterix, aquela com a casca vermelha) pouquíssima farinha, um ovo,
habilidade para confeccioná-los e cozimento rápido.
Um resultado surpreendente, uma receita muito
leve, pois, leva o mínimo de farinha. As bolinhas de batata se desmancham na
boca e o sabor do molho de tomates frescos com algumas folhinhas de manjericão
também fresco. É o Nhoque perfeito!
Crenças e costumes a parte, quando me virem em
algum mercado ou quitanda escolhendo algumas batatas vermelhas, pode ter
certeza... É dia de gnocchi!
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