Os mistérios do queridinho do restaurante japonês!
O salmão é hoje um peixe mundialmente consumido. No Brasil,
ficou famoso através dos milhares de restaurantes japoneses que surgiram nos
últimos anos. É também servido em rodízios e restaurantes à La carte. Nesta
edição, vamos conhecer um pouco da sua história.
Da família dos salmonídae ou salmonídeos – parente das
trutas – é um peixe de carne branca encontrado nas aguas frias dos oceanos
Atlântico e Pacífico Norte. Nasce em rios de agua doce e, depois de 5 ou 6 anos
passa a viver no mar. Para se reproduzir, percorre longas distancias, retornando
aos rios da Europa e da América do Norte para a desova, geralmente no mesmo
lugar em que nasceu.
“Pérae!” Carne branca? Mas desde que eu o conheço ele é
“alaranjadinho”... cor de salmão!
Pois bem, o salmão selvagem, típico da América do Norte –
esse que citei agora há pouco – se alimenta basicamente de camarões e krill (espécie
de invertebrados semelhante ao camarão), que possuem um pigmento chamado astaxantina,
provenientes das algas ingeridas pelos mesmos. Então, ao ingerir esse alimento,
o salmão armazena o pigmento - que é um carotenoide - no tecido adiposo,
conferindo-lhe a coloração característica, que varia de acordo com a quantidade
de astaxantina armazenada pelo
camarão e/ou krill... complexo né?! Calma que tem mais!
Esse salmão do norte tem uma coloração que vai do rosa
para o vermelho, como na foto:
Vermelho!? Agora confundiu tudo!
Pois é, recentemente, esse assunto ficou mais popular.
Como o produto não vem com as devidas informações, fica difícil saber o que é o
quê.
O salmão que conheço desde sempre, que é vendido
abundantemente no Brasil, e acredito que é o mesmo que a maioria das pessoas
conhece, é o salmão com tom alaranjado bem claro, ou um tom mais escuro de
laranja, ou então tom salmão. É cultivado em cativeiros no Chile - segundo maior
produtor de salmão do mundo. E sua dieta não é a mesma do salmão do norte.
O salmão que consumimos é criado base de ração e corantes. E, por serem
confinados, possuem também um maior teor de gordura, mas não a famosa ômega 3
que ajudou a deixar o salmão famoso por aqui. O peixe de cativeiro tem baixo
teor de ômega 3 em relação ao salmão selvagem, mas que proporciona sabor e
textura bem próximos.
É... ele não chega à 50 variedades de tons de salmão, mas
é versátil, um fenômeno mundial na cozinha e satisfaz o prazer de uma boa comida!
Na foto, uma versão de salmão em crosta de pistache e
molho tarê. Servido mal passado, ou seja, dourado por fora e vermelhinho por
dentro - ou cor de salmão.
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