segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Um x-burguer, um x-cake e um refrigerante, por favor!



X-Cake?! Esse não vende nas lanchonetes, ou, pelo menos, não nas que conheço na nossa região. Só pra entender melhor, o “X” que antecede o sabor do sanduíche no cardápio das lanchonetes é uma abreviação abrasileirada para a palavra cheese que significa queijo em inglês, já que a pronúncia de cheese assemelha-se muito ao som da letra X.
O engraçado é que pedimos um X-salada pra comer em casa assistindo ao filme do X-Man! ...Um  eks – salada  e um Xis – Man pra viagem.Muita confusão!

Mas, a conversa aqui é outra e tem nome: Cheesecake. Ok, pode-se dizer x-cake mesmo, igual ao x-burguer.
O Cheesecake, nada mais é que um “bolo de queijo”, basicamente feito com uma base de bolacha, recheio de creme de queijo e cobertura de alguma fruta em calda. Ficou mundialmente conhecido através dos norte – americanos na década de 70 e hoje é considerado um bolo nacional por lá, servido em muitos estabelecimentos com receitas diversas e coberturas variadas, ao gosto do freguês.

A sua história é um pouco mais antiga. Acredita-se que pequenos pedaços de bolos doces de queijo foram servidos aos atletas dos jogos olímpicos na Grécia, em 776 a.C..
Nessa época os Gregos faziam um bolo doce à base de farinha, ovos, mel e queijo fresco.

A diferença entre as receitas de hoje em dia é que alguns fazem sua própria bolacha base e outros apenas trituram bolachas prontas, industrializadas. O creme pode ser feito com uma mistura de queijo, creme de leite e ovos, que é assada, tornando-se um pouco mais densa, ou utilizando apenas creme de leite, queijo e gelatina, resultando em um creme mais leve.
As coberturas são uma atração à parte. As frutas geralmente são mais utilizadas, podendo-se usar frutas de estação, mistura de frutas ou a de sua preferência. Também pode ser uma calda de chocolate, doce de leite ou, simplesmente, não usar cobertura. É, conheço apaixonados por cheesecake que se satisfazem apenas com o sabor delicado da sobremesa sem caldas mesmo!


A minha sugestão é de um cheesecake com a base de bolacha caseira, creme de leite fresco e creme de queijo com calda de goiabas frescas, que leva apenas goiaba e açúcar, sem conservantes. Gosto da tradicional combinação Romeu e Julieta.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

50 tons de salmão.


Os mistérios do queridinho do restaurante japonês!
O salmão é hoje um peixe mundialmente consumido. No Brasil, ficou famoso através dos milhares de restaurantes japoneses que surgiram nos últimos anos. É também servido em rodízios e restaurantes à La carte. Nesta edição, vamos conhecer um pouco da sua história.

Da família dos salmonídae ou salmonídeos – parente das trutas – é um peixe de carne branca encontrado nas aguas frias dos oceanos Atlântico e Pacífico Norte. Nasce em rios de agua doce e, depois de 5 ou 6 anos passa a viver no mar. Para se reproduzir, percorre longas distancias, retornando aos rios da Europa e da América do Norte para a desova, geralmente no mesmo lugar em que nasceu.

“Pérae!” Carne branca? Mas desde que eu o conheço ele é “alaranjadinho”... cor de salmão!
Pois bem, o salmão selvagem, típico da América do Norte – esse que citei agora há pouco – se alimenta basicamente de camarões e krill (espécie de invertebrados semelhante ao camarão), que possuem um pigmento chamado astaxantina, provenientes das algas ingeridas pelos mesmos. Então, ao ingerir esse alimento, o salmão armazena o pigmento - que é um carotenoide - no tecido adiposo, conferindo-lhe a coloração característica, que varia de acordo com a quantidade de astaxantina armazenada pelo camarão e/ou krill... complexo né?! Calma que tem mais!

Esse salmão do norte tem uma coloração que vai do rosa para o vermelho, como na foto:


Vermelho!? Agora confundiu tudo!
Pois é, recentemente, esse assunto ficou mais popular. Como o produto não vem com as devidas informações, fica difícil saber o que é o quê.

O salmão que conheço desde sempre, que é vendido abundantemente no Brasil, e acredito que é o mesmo que a maioria das pessoas conhece, é o salmão com tom alaranjado bem claro, ou um tom mais escuro de laranja, ou então tom salmão. É cultivado em cativeiros no Chile - segundo maior produtor de salmão do mundo. E sua dieta não é a mesma do salmão do norte.
O salmão que consumimos é criado  base de ração e corantes. E, por serem confinados, possuem também um maior teor de gordura, mas não a famosa ômega 3 que ajudou a deixar o salmão famoso por aqui. O peixe de cativeiro tem baixo teor de ômega 3 em relação ao salmão selvagem, mas que proporciona sabor e textura bem próximos.

É... ele não chega à 50 variedades de tons de salmão, mas é versátil, um fenômeno mundial na cozinha e satisfaz o prazer de uma boa comida!

Na foto, uma versão de salmão em crosta de pistache e molho tarê. Servido mal passado, ou seja, dourado por fora e vermelhinho por dentro - ou cor de salmão.